17 de mai. de 2010

Diarios de uma mente suicida parte 2

situação... quase completando 1 ano após formado, desempregado, sozinho, fudido, deprimido, sem apetite, sem direção, sem metas, sem sonhos... uma droga.... ou seja... não muito diferente do que sempre foi.. só um pouco mais tenso... e o que vc quer? sumir...
como tudo começou?
eu era pequeno tinha uns 6 anos morava num apartamento escuro e frio, era um japonezinho de cabeça de cuia, assistia jaspion, tchegeman, gostava de olhar pela janela, de pegar amoras com minha mãe numa árvore que tinha atrás do prédio...gostava da vizinha do apartamento ao lado, queria ser astronauta... quando ficava com raiva engolia a raiva e falava que tava com "mal de brigar"... chato pra comer, enjoado e mimado.... sempre quis nadar na picina do prédio, nunca nadei...
morria de medo de estranhos... tinha um violão de brinquedo odiava ele, ele depenava dedo de criança, tinha meu velotrol, minha bola quadrada, bonequinhos de super heroi... sempre que ia no shooping chorava pra ganhar um brinquedo.. então tinha vários brinquedos baratos... eu era uma criança rizonha todas minhas fotos to rindo com dentes e gengiva...
quase 20 anos depois.. aqui estou eu... sempre imaginei meu eu do passado encontrando com meu eu do futuro... e se perguntando... está satisfeito com o que vc virou? e sempre imagino meu eu do futuro quebrando preceitos morais tidos como tabu pelo meu eu do passado e se tornando uma figura vil e impura (tipo o anakin virando o darth vader mas só que pior)...
com o tempo eu fui ficando cada vez mais pessimista/realista... descobri que vc não vai ter tudo o que quer, descobri que as pessoas são más, descobri que papai noel não existe, que deus não existe, e que por mais que eu me ache o centro do universo eu sou só mais um bosta.. e assim meus desejos deixaram de ser imperiosos, e meus sonhos grandiosos tornaram-se irrelevantes... me acostumei com o pouco, me acostumei com o fracasso, me acostumei a deixar as coisas que eu amava irem embora... aprendi a não ter mais paixões
um sorrizo sem graça, e contunue andando como se nada tivesse acontecendo
odeio criticos puritanos
o mundo está uma merda e vcs estão encrostrados nela como num pudim de passas do modelo atômico thomson
odeio estar sozinho
odeio não ter um plano, odeio não saber o que fazer

2 comentários:

  1. Nem tanto quanto vc, mas me sinto um pouco assim. Mais de um ano que estou formada, estou desempregada, sozinha, fudida, deprimida, sem apetite, sem direção, sem metas, sem sonhos... uma droga...

    A diferença é que não me acostumei com isso. Não me acostumei com o fracasso, com o pouco, não quero deixar nada ir embora, quero me apaixonar, quero que se apaixonem por mim.

    Só preciso achar a força pra mudar. Não mudar o mundo, pq esse tá uma merda mesmo. Mas pra mudar o meu mundo, que pode não ser o centro do universo, mas pra mim é o mais importante.

    Enfim. Só compartilhando.

    Abraço!

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